infertilidade masculina

Um pouco sobre a Fertilidade e a Infertilidade Masculina

Para os homens, fertilidade significa a habilidade de engravidar uma mulher. Para fazer isso, o sistema reprodutivo do homem precisa produzir e armazenar espermatozoides. Ele também necessita transportar os espermatozoides para fora do corpo, de modo que eles possam entrar no trato reprodutivo da mulher.

Os órgãos que produzem os espermatozoides são chamados testículos. Normalmente, um homem tem dois testículos, localizados no escroto, bolsa de pele que fica atrás do pênis. Cada um é chamado testículo. No interior de cada testículo há muitos órgãos delicados, denominados túbulos seminíferos. É aí onde os espermatozoides se desenvolvem.

Diferentemente da mulher, que já nasce com todos os óvulos que terá em sua vida, um homem produz novos espermatozoides continuamente. Quando um indivíduo do sexo masculino passa pela puberdade, seu estoque de espermatozoides é renovado a cada 72 dias aproximadamente.

Infertilidade é a capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição de infertilidade. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.

Hormônios Masculinos

O desenvolvimento de espermatozoides normais, maduros, é a chave para a fertilidade masculina. A produção de espermatozoides é primariamente regulada por dois hormônios:

  • FSH: Responsável pela estimulação da produção de espermatozoides nos testículos.
  • LH: Estimula a produção de testosterona, o hormônio que ajuda a manter as características sexuais masculinas.

Sob a influência da testosterona e de outros hormônios, células espermáticas imaturas desenvolvem-se, passando por vários estágios e, eventualmente, tornam-se células espermáticas maduras, chamadas espermatozoides. Os espermatozoides passam, então, através do epidídimo, onde após 18 a 24 h ganham motilidade ou movimento. Finalmente, os espermatozoides maduros movem-se através dos vasos deferentes e são armazenados nas vesículas seminais até a ejaculação. O processo completo leva cerca de 72 dias.

Quando um homem ejacula (ou expele o fluido de seu pênis), espermatozoides provenientes das vesículas seminais combinam-se com um fluido espesso que vem da próstata e de outras glândulas para criar o sêmen. Esse fluido pode ser depositado no interior da vagina de uma mulher, de onde ele passa pelo colo e o útero para fertilizar o óvulo.

Os homens produzem espermatozoides a partir de células germinativas dentro dos testículos ao longo de toda sua vida adulta. A produção é controlada por vários hormônios, inclusive FSH. O LH estimula as células especializadas de Leydig nos testículos a secretar o hormônio masculino testosterona. O FSH, em conjunção com a testosterona, estimula os túbulos seminíferos nos testículos a produzir espermatozoides maduros. O processo completo de produção de espermatozoides (espermatogênese) leva cerca de 72 dias para completar-se.

Os espermatozoides são células altamente especializadas, que compreendem duas partes essenciais: a cabeça, formada pelo cromossomo, e a cauda, que possibilita os movimentos. O cromossomo circunda o núcleo, onde a informação genética é armazenada.

A  produção de espermatozoides, no entanto, é um processo ineficiente e vulnerável e para a produção diária de várias centenas de milhões de espermatozoides maduros, é necessário mais do que oito vezes esse número de células germinativas. Além do mais, apenas uma fração dos espermatozoides produzidos terá potencial para fertilizar.

Os espermatozoides podem viver no trato genital feminino por até 48 h ou mesmo por mais tempo. Os espermatozoides com maior motilidade progredirão através do útero e tubas uterinas, onde a fertilização ocorrerá. Várias centenas de espermatozoides apenas serão bem-sucedidas no que se refere a chegar ao óvulo. Após a fusão de um espermatozoide dentro do óvulo, a divisão celular irá começar. Seis ou sete dias após a ovulação, o embrião irá implantar-se no útero.

A fertilização depende de uma série tão complexa de mecanismos que é surpreendente se seja bem-sucedida. Entretanto, as falhas na fertilização podem não ser sempre decorrentes de uma interação inadequada entre o ovulo e o espermatozoide. Os problemas podem começar muito antes disso.

Produção de Espermatozoides

Os testículos são os órgãos sexuais essenciais (gônadas) no indivíduo do sexo masculino que servem para produzir os gametas masculinos (espermatozoides) e o hormônio sexual masculino testosterona. As estruturas reprodutivas masculinas acessórias auxiliam na maturação, nutrição e transporte dos espermatozoides através do sistema reprodutivo masculino e no interior do corpo feminino para a fertilização. Diferentemente das estruturas reprodutivas femininas, que estão localizadas dentro da cavidade pélvica, os órgãos reprodutivos masculinos ficam do lado de fora do abdômen. As estruturas reprodutivas masculinas e suas localizações são mostradas na figura.

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Os testículos e escroto

Os testículos ficam fora do abdômen, suspensos em uma bolsa chamada escroto. Os testículos são feitos do mesmo material embrionário que se transforma nos ovários no indivíduo do sexo feminino. Os testículos se desenvolvem dentro do abdômen, mas cerca de dois meses antes do nascimento eles descem através da parede abdominal para o interior do escroto. Os testículos são conectados ao corpo por meio de tecido escrotal e dois cordões espermáticos que são compostos de nervos, vasos sanguíneos e vasos deferentes, ou ductos espermáticos.

As funções dos testículos são produzir espermatozoides e o hormônio sexual masculino testosterona. Com o fim de produzir e nutrir os espermatozoides, a temperatura dentro dos testículos deve permanecer aproximadamente 1°C mais baixa do que a temperatura corporal normal. Parte da função do escroto é manter essa temperatura ótima, segurando os testículos mais distantes do corpo durante o clima quente ou contraindo-os e trazendo-os mais próximos do corpo durante o clima frio.

Os testículos são compostos de estruturas estreitas, fortemente espiraladas, chamadas túbulos seminíferos. Os testículos também contêm células intersticiais de Leydig e células de Sertoli. As células de Leydig produzem testosterona. As células de Sertoli nutrem os espermatozoides imaturos, dando suporte mecânico e protegendo-os até que eles possam alcançar a maturidade e ser liberados no interior dos túbulos. As células de Sertoli também têm um papel na liberação de espermatozoides maduros para o interior dos túbulos.

As várias estruturas existentes dentro dos testículos são mostradas no seguinte diagrama transversal.

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Epidídimo

O epidídimo é um duto espiralado comprimido, localizado na extremidade superior dos testículos. Desenrolado, ele poderia medir aproximadamente 6 m de comprimento. Os espermatozoides são armazenados no epidídimo por até duas semanas, local onde eles amadurecem, desenvolvem motilidade e tornam-se capazes de fertilizar.

Vasos deferentes

Os vasos deferentes são um longo tubo curvo, que começa na extremidade caudal do epidídimo e sobe do escroto para o interior da região abdominal. Depois, passam sobre a bexiga vesical e fazem conexão com as vesículas seminais, na região pélvica, para formar o ducto ejaculatório. Além de funcionarem como parte do sistema de transporte de espermatozoides também age como locais de armazenamento para a maior parte dos espermatozoides produzidos até a ejaculação. O processo completo de maturação de espermatozoides, desde o seu início primitivo nos túbulos seminíferos até a sua forma completamente madura nos vasos deferentes, leva cerca de 74 dias.

Vesículas seminais

As vesículas seminais são duas bolsas localizadas na região pélvica, atrás da bexiga. Sua finalidade primária é fornecer uma secreção viscosa, alcalina, que forma uma parte do fluido seminal. O fluido seminal é freqüentemente referido como sêmen e inclui secreções provenientes das vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais, assim como células espermáticas. As vesículas seminais fornecem cerca de 30% do volume do fluido seminal. O fluido das vesículas seminais é rico em nutrientes, inclusive ácido cítrico e aminoácidos e frutose, para prover uma fonte de energia para o metabolismo dos espermatozoides e aumentar a motilidade dos espermatozoides.

Glândula prostática

A glândula prostática, a maior das glândulas reprodutivas masculinas, é do tamanho de uma castanha e localiza-se logo abaixo da bexiga, perto da saída da uretra. A próstata contribui com cerca de 60% do fluido seminal, secretando um fluido alcalino, fino, branco-leitoso, similar àquele das vesículas seminais. O fluido é eliminado no interior da uretra durante a ejaculação para ajudar a neutralizar os fluidos ácidos na uretra masculina e na vagina feminina. Essa função é importante, porque os ácidos podem ter um efeito adverso sobre os espermatozoides e, em concentrações mais elevadas, podem destruí-los.

Ductos ejaculatórios

Os ductos ejaculatórios são dois tubos curtos que descem através da próstata e no interior da uretra. São formados pela união dos vasos deferentes e os ductos das vesículas seminais.

A uretra

A uretra é um tubo que vai da bexiga através da glândula prostática até a extremidade do pênis, formando a seção final de passagem do fluido seminal. A uretra funciona como o ponto de saída tanto para o sêmen como para a urina. O fechamento dos esfincteres musculares, automaticamente, bloqueia o fluxo de um processo quando o outro está ocorrendo.

Glândulas bulbouretrais

As glândulas bulbouretrais (algumas vezes chamadas glândulas de Cowper) são duas glândulas do tamanho de ervilhas, localizadas bem abaixo da próstata. Também secretam um fluido alcalino, que chega a constituir menos de 5% do volume do fluido seminal.

O pênis

O pênis é o órgão masculino através do qual tanto espermatozoides quanto urina saem do corpo. Ele é recoberto por uma camada frouxa de pele e é composto de tecido erétil semelhante a uma esponja, contendo seios grandes entremeados por veias e artérias. Durante a estimulação sexual, as artérias dilatam-se e o pênis fica ereto à medida que os tecidos esponjosos enchem-se de sangue. O tecido na extremidade do pênis forma a glande do pênis. Em um homem que não foi circuncidado, uma prega de pele frouxa, chamada prepúcio, recobre a glande do pênis. No processo de ejaculação, o pênis libera os espermatozoides contidos no fluido seminal no interior do corpo feminino para fertilização do óvulo.

 

Dr. Artur Dzik fala em vídeo sobre a Infertilidade Masculina. Assista e assine nosso Canal.